Top
  >  Fica a Dica   >  África   >  Zanzibar – O paraíso na Tanzânia

Zanzibar é um conjunto de 2 ilhas no país da África Oriental, Tanzânia.  As duas ilhas se chamam Zanzibar e Pemba.

 

Este foi meu 2º país na África (o primeiro foi o Egito) e me encantei por essa ilha paradisíaca!

 

Ao chegar, já se ouve as palavras “Jambo” / “Mambo” (saudação como “Oi”) e “Hakuna Matata” (“Sem problemas” ou “Não se preocupe”) para entrar no clima.  Tenho certeza que pelo menos uma dessas expressões você já ouviu!

 

 

COMO CHEGAR A ZANZIBAR?

 

Para chegar à ilha há 2 formas: balsa de Dar Es Salaam ou aéreo.

 

Não há voo direto do Brasil a Zanzibar, mas há diversas conexões e estas podem fazer seu trecho ser mais rápido ou mais longo, como preferir.

 

Há voos com conexão em Dubai, Doha, Etiópia, África do Sul, Tanzânia e em alguns lugares da Europa são os menos longos.

 

O meu de volta por exemplo, escolhi fazer com meu amigo Fred (@fredmundoafora) por 20h a conexão em Doha.  Assim, pudemos aproveitar e entrar na cidade que fez parte da Copa no ano de 2022.

 

Se quiser pegar a balsa até a ilha, ela sai de Dar Es Salaam e leva 1h40 até Zanzibar.

 

Aqui está o link de uma das empresas: https://azammarine.com/.  Ela possui 4 horários tanto saindo de Dar Es Salaam para Zanzibar quanto ao contrário são os mesmos horários: 7h, 9h30, 12h30 e 16h.  Os valores variam de USD 35 a USD 80 e aceitam dólares americanos, euros e libras esterlinas. *valores out/22.

 

COMO ENTRAR EM ZANZIBAR?

 

O visto podemos adquirir antecipadamente online através do site https://eservices.immigration.go.tz/ – o valor é de 50 USD  ou você poderá pagar este valor no momento da sua chegada e tirar o visto na hora.

 

 

QUAL MOEDA LEVAR A ZANZIBAR?

 

Eu só usei dólares americanos o tempo todo.  Eles falam os preços em xelim, dólares americanos e euros (se precisar) e tentam te dar o troco na mesma moeda.

 

Como os hotéis em geral são all inclusive, você irá gastar mais com passeios, transfer, lembranças e comida se um dia sair para ir a Stone Town ou The Rock.

 

 

SEGURO VIAGEM

 

Eu sempre levo seguro viagem comigo.  Você pode emitir a apólice do seu cartão (se você pagou a passagem ou só a taxa de embarque com ele – verifique a bandeira do seu cartão para saber se você tem direito) ou se precisar adquirir um, entre nesse site da Seguros Promo e utilize o cupom: MINHAVIAGEM5.  Para maior desconto, me peça no Instagram, às vezes possuo um cupom promocional.

 

TRANSPORTE

 

As distâncias na ilha são grandes: do aeroporto aos hotéis na praia, dos hotéis aos passeios, então, contratar o serviço de transfer foi A MELHOR COISA que fizemos.

Contratamos os serviços da Ztrans (https://ztrans.co.tz) e eles foram impecáveis!  Fizeram toda a nossa logística da ilha e olha que não foi pouca!

Veja o que contratamos, todos privativos:

– Transfer ida e volta do aeroporto ao hotel (sendo que chegamos em Nungwi e saímos de Dongwe).

– Transfer do hotel em Nungwi para o hotel em Dongwe.

– 3 passeios: Mnemba Island, Stone Town e Prision Island.

Os trajetos são longos e variam de 30min a 1h30min, então conforto, atenção, ar-condicionado são essenciais.  Os carros são do tamanho de vans com estofado em couro claro, muito confortáveis.

Os motoristas são simpáticos e educados, fazem de tudo para nos atender da melhor forma.

Onde se hospedar?

Nos hospedamos em duas regiões de Zanzibar:  Nungwi (extremo norte) e Dongwe (sudeste).

Em Nungwi, ficamos no hotel Riu Jambo da rede Riu.  Nosso regime era all inclusive.  Eu não sou a melhor fã deste sistema, pois entendo que as comidas são feitas em grandes quantidades para atender a todos e a qualidade se perde em algum momento, mas como em Zanzibar não é o tipo de ilha que você sai do hotel a pé para procurar um restaurante, então é a melhor indicação para garantir que terá o que comer.

O hotel é enorme com quartos de vários tamanhos próximos ou não a piscina.

Há piscina, academia, serviço de praia, bar para ver o pôr do sol, tomar uns drinks e restaurantes temáticos que devemos realizar a reserva.  Estes são extremamente concorridos e não são lá grandes coisas (na minha humilde opinião).

O melhor da região de Nungwi é o pôr do sol e a praia que parecia mais uma piscina, sem ondas.  Cada entardecer era um presente para os nossos olhos!


Em Dongwe, região leste, ficamos no Albatross Ocean View.  Nosso regime também era all inclusive, porém com uma enorme diferença:  o menu era a la carte, ou seja, podíamos eleger entrada, prato, sobremesa e bebida e tudo era feito no capricho para nos servir.

A região já não é tão cheia quanto Nungwi, e há uma enorme faixa de areia para caminhadas.

A tranquilidade e a paz que você deseja em um descanso de férias você irá encontrar nessa região.

Eu escrevi mais sobre o Albatross AQUI, confira!

 

O que fazer?

Fizemos 3 passeios enquanto estivemos na parte norte (Nungwi), pois o trajeto era menor.  Todos foram feitos com a Ztrans (https://ztrans.co.tz), eles agendaram e providenciaram tudo: transfer, barcos, guias.

 
 

Mnemba Island:

O passeio inicia com a Ztrans buscando no hotel (no horário combinado), o transfer é privado, leva até um local de onde saem os barcos para a ilha.

O barco, também privativo, com dois rapazes conduzindo, nos levou até uma área onde era possível ver os golfinhos.  A dinâmica desse momento era assim:  os barcos (eram muitos) chegam em uma área onde estão os golfinhos e você deve estar pronto para saltar do barco com máscara, snorkel e pé de pato para vê-los.  Assim que os golfinhos saiam e subíamos rapidamente para o barco e íamos novamente atrás dos golfinhos.  Após a 2ª ou 3ª vez, comecei a me sentir desconfortável com essa “caça”.  Preferia somente vê-los, mas a dinâmica era um pouco cansativa e a meu ver, prejudicial aos animais.

 

Pedimos para os rapazes nos levarem para a próxima parte do passeio, que era mergulhar próximo a ilha para fazer snorkel.  A ilha mesmo não podemos visitar, pois é privada, mas podemos chegar próximo para tirar fotos e fazer este mergulho.  Muitos corais e peixinhos, uma delícia e muito mais calma essa parte do passeio.

 

Enquanto estávamos no mergulho, os rapazes fizeram uma bandeja cheia de frutas deliciosas para comermos!

 

Quem administra o tempo para ficar em cada local somos nós, se você se cansar, só avisá-los que eles levam de volta.

 

Aproveitamos muito e esse passeio durou em torno de metade do dia.

Ao retornarmos, havia uma moça vendendo alguns produtos e o que me deixou encantada foram as lindas cangas, que na época (set/22) custaram em torno de 10 USD cada.

O nosso condutor do barco se responsabilizou em chamar nosso motorista com seu telefone e em alguns minutos ele já estava lá para nos levarmos de volta ao hotel.

 
 

STONE TOWN: 

Novamente o passeio iniciou com o motorista da Ztrans (https://ztrans.co.tz) nos buscando no hotel no horário combinado e nos levando até o centro histórico da cidade onde nosso guia Mohamed nos aguardava.

Nosso passeio já começou com uma emoção para mim (Hahaha), precisei usar o banheiro e, culturalmente, alguns deles podem não ter o vaso como estamos acostumados e sim aquele buraco no chão com a ducha para se lavar.  Deu tudo certo!  A experiência não foi frustrante, pois o banheiro estava muito limpo e por sorte eu estava de chinelo e vestido (calça não acho recomendável, além do calor, claro).

Voltando ao passeio, devidamente aliviada, caminhamos pelo centro histórico, vimos o mercado que funciona diariamente com suas especiarias além dos itens de feira que já estamos habituados aqui no Brasil, havia lojas pelo centro com itens artesanais e importados, restaurantes, além dos locais culturais.

Nosso guia nos desafiou a provar 3 frutas típicas:

Banana vermelha:  essa não consegui provar, pois não encontrei para comprar a unidade;

Baobao:  uma fruta no estilo do cacau (onde você pega a semente e prova), muito interessante e diferente, provei uma só, mas achei doce; e

Bungo:  também é fruta e provei o suco, é mais acida, adorei!

Um item que chama muito a atenção ao caminhar pelas ruas de lá são as portas, elas são muito elaboradas, bonitas, chamativas e diz o guia que antigamente quando havia elefantes por lá, as partes pontudas delas era para intimidá-los a não avançar.  Além disso, elas eram sinônimo de riqueza e cada uma tem seus detalhes e explicação do significado de cada parte talhada.

A  Jaws Corner é uma praça onde os locais se reúnem no final do dia para conversar, jogar jogo de tabuleiro e tem até uma tv para assistir aos jogos!  É uma reunião diária e interessante de ver, se estiver por lá, faça como a gente, passe antes lá pelo meio-dia e depois após as 17h que é quando as pessoas começam a chegar na praça e você verá a diferença!

Stone Town já revela o nome, cidade de pedra, há muitas construções em pedra, muros e locais culturais e históricos.

 

Freddie Mercury, que nasceu e viveu em Zanzibar até seus 4 anos, possui um hotel e museu no local onde antes era a sua casa.

 

Há um histórico muito forte de escravidão na ilha.  Cada história contada pelo guia transmite a tristeza e a crueldade que existiu em certa época.  Eu, particularmente, acho fundamental contratar um guia para entender como foi a evolução do povo e sua cultura.

Prision Island: 

 

No mesmo dia de Stone Town, seguimos com nosso guia até a ilha da prisão.

 

O passeio começa pegando um barco ou balsa até a ilha (no nosso caso foi um barco privativo) e o trajeto é de 30 minutos aproximadamente.

Quando chegamos, damos de cara com um trecho de areia branco e a água clarinha perfeita para nadar!  Notamos que até seria possível nadar, mas não havia uma estrutura para se trocar, secar, então somente apreciamos este local lindo e seguimos para a primeira parte do passeio que foi a prisão.

Em Set/22, o valor dos tickets eram 4USD para Prision + 3USD para Tartarugas (já estavam inclusos no nosso passeio).

Nesta ilha foi construída uma prisão, porém nunca utilizada.  Os escravos doentes eram levados para lá em quarentena para serem alimentados, cuidados com remédios e tratamentos, para ficarem saudáveis e serem exportados a outros países.

Neste local da prisão atualmente há ruínas e paisagens lindas para tirar fotos, além alguns pavões desfilando por lá.

A segunda parte do passeio é o santuário das tartarugas gigantes.  Ao entrarmos, recebemos uma quantidade de folhas para darmos as tartarugas.

 

Elas são enormes!!!  As idades delas estão marcadas em seus cascos e a estimativa de vida é de 200 anos!

Após esta parte, voltamos de barco a Stone Town e nosso guia nos deixou com o motorista do transfer da Ztrans (https://ztrans.co.tz) que nos levou ao hotel.

 

Como fizemos 2 passeios em um dia, ficamos fora o dia todo.  Na minha percepção, recomendo que fique mais tempo em Stone Town, pois é muito interessante aproveitar tudo: a cidade, os museus e os restaurantes.  Talvez o ideal seja hospedar-se 1 dia (pelo menos) em Stone Town, contratar um guia para receber as explicações e aproveitar ao máximo.

 

Onde comer?

 

Como comentei, meu sistema nos hotéis foi de all inclusive (refeições + bebidas) portanto, não havia necessidade de sair para comer até porque as distancias são grandes na ilha (a não ser que esteja em Stone Town por uns dias – lá sim há diversos restaurantes).

 

Tivemos a experiência de ir até o restaurante The Rock, ele fica em cima de uma rocha e era somente 4km de distância do hotel Albatross Ocean View (15USD ida e volta de taxi – o motorista te espera).

 

Devido a maré a chegada ao restaurante pode ser em barco ou a pé, portanto, recomendo que vá com um calçado que não tenha problema em molhar.

 

No dia em que fomos, a maré estava alta, nosso horário era das 16h (nem almoço, nem jantar – mas alguém do restaurante disse que seria um bom horário para ver o sol baixando.  Então aguardamos um barquinho que leva entre 8 a 10 pessoas por vez e é de graça.  

 

Como comentei acima, molhamos os pés para subir, o trajeto é muito curto, logo chegamos e subimos as escadas desse restaurante diferente que fica na rocha.

 

São poucas mesas, a maioria na parte de dentro e algumas nas laterais.  Nos fundos fica a vista para o mar e é o local para tomar drinks.

 

O cardápio é caro (na minha opinião), a comida estava ok e o que vale mesmo é a experiencia de ir a um restaurante como esse em cima da rocha.

 

Na saída, a água já estava baixa e pudemos retornar caminhando.  Ainda assim, o pé molha e entra areia também.  Escolha roupas e calçados adequados para a visita.

Na cheia - chegada de barco
Na seca - saída a pé

Esta foi minha experiência na ilha de Zanzibar.  Tenho certeza que você também irá curtir muito essa ilha alegre e maravilhosa!  

 

Aproveite para pesquisar os hotéis!

Booking.com

Se ainda não conhece o meu Instagram, aproveite para seguir e ver os stories com detalhes e mais dicas de viagem.

It seams that you haven't connected with your Instagram account
Compartilhe este post com seus amigos:

Claudia Guidetti é produtora de conteúdo e idealizadora do projeto Minha Viagem que visa mostrar às pessoas que todos podem sim viajar, independente do tipo de viagem. Sua motivação é mostrar o lugar visitado às pessoas da forma mais real possível onde a audiência recebe na prática dicas de como se locomover, hospedagens, restaurantes e pontos turísticos. Quanto mais diferente melhor!